Guerra cibernética Rússia-Ucrânia: o que você precisa saber

No dia 24 de fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia em três frentes no maior ataque a um estado europeu desde a Segunda Guerra Mundial. No mesmo dia, o vice-primeiro-ministro da Ucrânia anunciou que o país estava sofrendo um ataque cibernético em massa.

Esse tipo de conflito é chamado de Guerra Híbrida e vai além dos ataques militares, envolvendo também ações como divulgação de fake news e ciberataques. Nessa nova forma de invasão, fica impossível saber o que está por vir ou como se defender. Por isso, esse tipo de movimentação causa grande preocupação e efeitos psicológicos em toda população, intensificando os impactos negativos já conhecidos de uma guerra.

Como o ataque começou?

Antes da invasão oficial, a Rússia realizou um ataque de negação de serviço (DDoS), deixando sites do governo e outros meios de comunicação da Ucrânia fora do ar. Esse tipo de ataque deixa páginas na internet sobrecarregadas, tornando o acesso à elas impossível.  

E como aconteceu?

Dessa vez, o principal tipo de ataque foi o que usa um software data wiper, ou seja, apagador de dados. Esse programa malicioso faz com que arquivos importantes sejam perdidos, podendo acontecer uma tragédia caso as forças militares tenham todos os seus dados deletados, por exemplo.

Reflexos de uma Guerra Cibernética

Uma guerra cibernética tem o poder de instaurar pânico em um país, já que nesse momento é impossível saber o que é de fato real. Quando redes de celular e internet são derrubadas, a população se sente perdida e não restam possibilidades para reação. Sendo assim, o país atacado fica ainda mais em desvantagem.

Ao contrário dos ataques físicos, na invasão virtual não há fronteiras e uma guerra cibernética pode ser sentida em todo mundo, afetando serviços de diversos países. Outro fato é que não somente o espaço online é atingido, já que isso pode interferir no funcionamento físico de usinas e hospitais, como ocorreu com a base de dados do SUS (Sistema Único de Saúde) do Brasil, no final de 2021.

Não é a primeira vez que isso acontece 

Em 2017, a Ucrânia foi atingida pelo NotPetya, considerado até agora o maior ciberataque da história. Ele foi feito por hackers russos e afetou diretamente todos os ucraniamos, já que 80% do país ficou paralisado, bancos foram fechados, o sistema de monitoramento de radiação em Chernobyl ficou desativado, entre outros prejuízos.

Como se proteger?

É crucial manter sistemas, antivírus, servidores, roteadores e aparelhos no geral atualizados e em sua última versão.  Também é indispensável investir em um bom software de segurança configurado da forma correta, para que ele seja realmente eficaz. 

Outra ação importante é manter os backups sempre atualizados, já que, quando estão em dia, a recuperação de informações perdidas torna-se menos complexa. Para serem realmente efetivos, a configuração do sistema de backups também precisa ser feita por um técnico especialista.

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Conclusão

Quanto menor for a infraestrutura cibernética de um país, mais vulnerável ele está para possíveis ataques e isso funciona da mesma forma quando falamos do mundo corporativo. Por isso, a melhor maneira de prevenção é investir em tecnologia e em estratégias eficazes de prevenção.
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